sexta-feira, maio 20, 2005


Não a um terceiro submarino para a marinha portuguesa!

Recentes informações vindas a lume sobre a questão levantada por um deputado do Partido Comunista Português sobre a possibilidade de Portugal accionar a opção pelo terceiro submarino da série U-209PN - que é um submarino da família U-214 conforme se explica no site areamilitar, são extremamente interessantes.

O que sabe o senhor deputado que o resto do país não saiba?

Até porque se trata de um equipamento extremamente caro – em minha opinião, demasiado caro, e que na actual conjuntura económica, será muito difícil de justificar perante a opinião pública.

Ainda estamos à espera do projecto de navio de apoio logístico, que dará à marinha uma capacidade de projecção de forças que nunca teve. O país não pode por isso, suportar aquisições adicionais, quando a nossa capacidade de efectuar uma operação no estrangeiro, continua a depender completamente de entidades terceiras.

Nos dias de hoje, se existisse qualquer problema nos Açores ou na Madeira não teríamos capacidade para transportar praticamente nada para aquelas regiões do país.

O Navio de Apoio Logístico é uma adição positiva, mas mesmo assim, é muito pouco. É pouco para o mínimo desejável, num país que tem parte do seu território a milhares de quilómetros do continente europeu.

Se o que nos venderam é verdade, e se esses submarinos U-209PN são modernos e mais eficientes que os anteriores, então é ou não é possível ter apenas dois e rentabiliza-los, para que dois submarinos maiores e mais potentes façam a mesma coisa que os três decrépitos Daphné?

Se é, então o dinheiro dirigido para o terceiro submarino faria muito mais sentido se gasto ou para um Navio de Apoio Logístico maior, ou então para um segundo Navio de Apoio Logístico.

É mais importante o interesse nacional, do que a maior ou menor taxa de disponibilidade de um dos meios da marinha.

1 Comentários:

At quinta-feira, 16 de outubro de 2008 às 19:43:00 WEST, Blogger marka said...

Mais uma vantagem de Portugal se incorporar ao Brasil: até 2020 a Marinha Brasileira terá 10 subs convencionais modernos e, pelo menos, um nuclear. Juntando com os de Portugal, dá para controlar todo o espaço de mar entre os dois países, assim como o Atântico Sul inteiro.

 

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