quinta-feira, junho 08, 2006


A GNR EM TIMOR E A RELAÇÃO ENTRE PORTUGAL E A AUSTRÁLIA

A GNR em Timor, Portugal e as forças militares da Austrália, Nova Zelândia e Malásia

Ao contrário das forças militares destes países que acudiram ao terreno supostamente para repor a ordem pública, a pedido das autoridades de Timor, a GNR foi igualmente convidada junto do Governo português para seguir para Dili, para numa primeira fase ajudar na manutenção da ordem pública (já que se trata de uma forma policial e não militar) e também para dar formação à polícia timorense, ou ao que restar desta após o fim que se espera breve deste reacender do conflito.

Portugal envia então a GNR, não no âmbito de uma força multinacional, mas sim no âmbito de um acordo de cooperação bilateral entre Lisboa e Dili.

Os Australianos viram desde cedo com maus olhos esta situação de terem uma força estrangeira no terreno que não fique sob o seu comando.

Por isso teriam enviado na passada semana uma delegação a Portugal a solicitar a integração da companhia da GNR no comando único australiano, o que Lisboa recusou.

O que está acordado, é que a força da GNR responde perante as autoridades timorenses (Presidente e Primeiro Ministro) e em última análise, ao embaixador português em Dili.

O que se passou ontem foi um sinal de que a Austrália, perante o vazio político em Timor e com a força das armas ao seu lado quer de facto ditar as regras.

Portugal e a comunidade internacional, enquanto esta reconhecer como legítimo o poder politico das autoridades timorenses, sendo este estado e as suas instituições reconhecidas internacionalmente, não tem que sujeitar as suas forças a um comando internacional, a menos que um mandato da ONU mude as regras do jogo.

Por isso e à luz do Direito, as forças australianas no terreno não têm que reconhecer ou deixar de reconhecer as competências da GNR no patrulhamento e manutenção da ordem pública nas ruas de Dili e arredores.

Portugal respondeu com um companhia da GNR, que foi o que foi pedido por Dili.

Mas se tivesse antempadamente negociado com Dili a presença simultânea de uma força militar destacada, apoiada por um meios navais, poderia ter mais argumentos políticos para discutir de igual para igual.

Não o fez, e fez mal.

Portugal tem meios limitados e Timor fica nos antípodas de Portugal.

No entanto uma posição de cócoras perante a evidente aptência australiana para tornar Timor num protectorado e estado satélite é má para os interesses portugueses na zona e até indonésios.

Naturalmente que Portugal não pode aparecer junto dos timorense de braço dado com a Indonésia, porque o tempo decorrido anda não permite essa aparição.

No entanto o problema parece radicar na dissolução do efectivo poder politico que no terreno não encontra resposta, por parte das autoridades legítimas de Timor.

Xanana, o Presidente parece estar em rota de aproximação à Austrália, e Mari Alkatiry, recentemente reeleito líder da FRETILIN pode muito bem voltar a vencer as eleições previstas para 2007, e isto se elas não forem antecipadas.

O poder legítimo e reconhecido internacionalmente é o do Primeiro-Ministro Alkatiry e do partido vencedor em eleições livres e justas (a FRETILIN), e o Presidente Xanana Gusmão.

Neste momento sem umas forças armadas e um polícia constituida e operacional o poder politico em Timor não tem meios para fazer implementar no terreno as suas politicas.

Daí que as armas falem mais alto.

Os revoltosos, Salsinha e Alfredo Reinado não escondem a sua simpatia pela presença australiana e dizem-se dispostos a conversar com Xanana, mas nunca com Alkatiry.

Portugal, ou deixa Timor entregue a eles próprios e à Austrália ou deveria tomar uma decisão que neste momento se torna crucial.

Apesar das manifestações e demonstrações de força, como a da manifestação de 2ª feira, tem uma maioria silenciosa que votou esmagadoramente na FRETILIN.

Portugal deve apostar no Governo e em Alkatiry, sem hostilizar Xanana.

Xanana já não pode merecer mais a confiança politica do Estado Português, já que o maior conselheiro político de Xanana parece ser a sua mulher, australiana, e que agora até aparece nas reuniões politicas das instituições, fala e participa, sem ter sido eleita.

É hora de Portugal escolher o seu caminho.

Para mim, Portugal se não quiser sair derrotado politicamente e sujeitar as suas forças no terreno a uma humilhação, como a que aconteceu ontem, terá que apostar em apoiar o governo legítimo de Timor, tem que enviar uma forma militar que defenda e apeie as presença da GNR no terreno e enviar uma força de operações especiais que possa neutralizar as forças de Reinado, e eventualmente detê-lo e entregá-lo às autoridades legítimas de Timor.

É assim que se fazem as coisas.

Ou então que abandone Timor à sua sorte, e se renda.

3 Comentários:

At sexta-feira, 9 de junho de 2006 às 18:07:00 WEST, Blogger JQT said...

Neutralizar os militares rebeldes? Nem pensar. Para já, estes estão protegidos pelos militares autralianos. E por que carga de água é que havemos de andar a fazer o trabalho sujo da FRETILIN? O que é que ganhamos com isso? É deixar os australianos fazerem-se de cowboys. Eles deviam saber o vespeiro em que Timor se pode tornar se a população se revoltar contra esta invasão.

JQT

 
At quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008 às 23:11:00 WET, Blogger melissa.reis said...

Ja toda a gente sabe que a australia esta em timor para garantir a sua esploracao petrolifra e do gas que existe nas aguas de timor, a australia esta neste preciso momento a construir uma mangueira submarina do continente australiano para timor para transportar o gas natural , tudo isto claro com a coplicidade de xana e sua molher que o manipula .Quanto a posicao de PORTUGAL acho que sera muito dificil sobrepor-se a australia pois este pais esta mais perto e tem mais infloencia na regiao , alias teem o apoio da indonesia , no entanto portugal deve jogar com uma infloencia coltural e de historia perante o povo de timor pois nesse campo acho que estamos em vantagem sobre os australianos pois a maioria dos timorensses nao olha muito bem para a presenca australiana no terreno.A que lembrar aos que nao sabem que alfredo reinado foi treinado pelas forcas australianas na australia quando do governo de Paul kiting do partido" labor" nos anos 90, .PORTUGAL poderia ter uma estrateja em que poderia benefeciar Timor e PORTUGAL ao mesmo tempo,e importante implantar e reforcar o ensino da lingua portuguesa no territorio de Timor com esse primeiro passo a imfloencia cultural e linguistico ira faser o resto ...

 
At quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008 às 23:11:00 WET, Blogger melissa.reis said...

Ja toda a gente sabe que a australia esta em timor para garantir a sua esploracao petrolifra e do gas que existe nas aguas de timor, a australia esta neste preciso momento a construir uma mangueira submarina do continente australiano para timor para transportar o gas natural , tudo isto claro com a coplicidade de xana e sua molher que o manipula .Quanto a posicao de PORTUGAL acho que sera muito dificil sobrepor-se a australia pois este pais esta mais perto e tem mais infloencia na regiao , alias teem o apoio da indonesia , no entanto portugal deve jogar com uma infloencia coltural e de historia perante o povo de timor pois nesse campo acho que estamos em vantagem sobre os australianos pois a maioria dos timorensses nao olha muito bem para a presenca australiana no terreno.A que lembrar aos que nao sabem que alfredo reinado foi treinado pelas forcas australianas na australia quando do governo de Paul kiting do partido" labor" nos anos 90, .PORTUGAL poderia ter uma estrateja em que poderia benefeciar Timor e PORTUGAL ao mesmo tempo,e importante implantar e reforcar o ensino da lingua portuguesa no territorio de Timor com esse primeiro passo a imfloencia cultural e linguistico ira faser o resto ...

 

Enviar um comentário

<< Início do Blog