Segunda-feira, Novembro 23, 2009


Lei do abate contra Ahmadinejad

«Esse homem tinha de ser proibido de atravessar o espaço aéreo brasileiro e se atravessasse, teria de se autorizar o emprego da Lei do Abate.»

«Esse homem» é o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, e o autor da frase é o ministro do Superior Tribunal Militar Flavio Bierrenbach, que se aposentou no passado dia 16 de Outubro. Para Bierrenbach, "o convite feito pelo Brasil ao presidente do Irã é uma bofetada na memória da Força Expedicionária Brasileira, que foi para a Europa lutar contra o nazismo".
A visita oficial ao Brasil estava prevista para o dia 6 de Maio e foi adiada a pedido de Ahmadinejad. O presidente do Irã provocou indignação e repúdio internacional ao negar reiteradamente a ocorrência do Holocausto, o extermínio de judeus pelos nazistas durante a 2ª Guerra Mundial. Ahmadinejad classificou o Holocausto de mito: «[O Holocausto] é uma mentira baseada em uma alegação mítica e não comprovada», proclamou Ahmadinejad em setembro, em um discurso contra Israel na Universidade de Teerã.
Desde que assumiu a Presidência do Irã em 2005, ele defende essa tese. Ahmadinejad também é contestado internacionalmente por causa da política nuclear do Irã, refratária à fiscalização internacional. Para o ministro do STM, Ahmadinejad não é mais do que um «delinquente internacional». A amigos, Bierrenbach confidenciou a possibilidade de se dar voz de prisão ao ilustre visitante quando pisar em terras brasileiras.
Flavio Flores da Cunha Bierrenbach chegou ao STM em janeiro de 2000, nomeado pelo presidente Fernando Henrique Cardoso. Ex-réu naquele tribunal por sua militância contra a ditadura militar, Bierrenbach deu uma enorme contribuição para a abertura do tribunal e o fortalecimento de suas posições mais liberais.
Foi um dos articuladores da Carta aos Brasileiros, o movimento iniciado em 1977 que representou o início do fim da ditadura militar. Mesmo sem mandato, foi uma das cabeças pensantes mais ativas na Constituinte de 1988. Aposenta-se nesta sexta-feira, antecipando em dias sua aposentadoria compulsória. No próximo dia 25, ele completa 70 anos.

Hotel Brasil

O ministro, definitivamente, não está de acordo com a política externa do governo petista. Bierrenbach considera «um fiasco» a participação brasileira na crise de Honduras. Para ele, a política externa brasileira, desde o barão do Rio Branco, obedece, numa linha praticamente reta, a três princípios: independência, autodeterminação e paz. "Esse episódio arranhou esses três princípios. Um país que pretende ter uma projeção internacional tem de tratar um episódio internacional com a seriedade que a tradição impõe e com aquilo que a necessidade exige."
Lembrando que o presidente deposto, Manuel Zelaya, não era exilado político no Brasil, o ministro critica: "Criou-se uma nova categoria no Direito Internacional que é a de hóspede e hóspede para mim é coisa de hotel".
Afastado da Presidência e expulso de Honduras pelas Forças Armadas em 28 de junho último, Manuel Zelaya retornou ao país clandestinamente e itinerou-se na embaixada brasileira em Tegucigalpa no dia 21 de setembro, onde permanece desde então negociando sua volta ao poder. Por falta de melhor definição jurídica, o governo brasileiro conferiu-lhe o status de hóspede da embaixada.
[1] - in Consultor Jurídico (conjur.com.br) / 14-10-2009

Mensagem automática publicada por : Eurico Batista

Terça-feira, Outubro 06, 2009


Para lá dos limites da sanidade

Em declarações à imprensa, Almeida Santos [1], brindou os portugueses com uma das mais estranhas afirmações sobre questões relacionadas com a defesa nacional, nomeadamente com a aquisição de meios militares por parte da marinha que foram produzidas nos últimos anos.

O antigo dirigente socialista, começa por afirmar que «devo ser um bocado burro», acrescentando de seguida que «em vez de submarinos, Portugal deveria comprar armas».

Se tais afirmações fossem proferidas por qualquer peixeira do mercado da ribeira (sem dúvida pessoas de grande dignidade, mas que não são conhecidas pela sua visão estratégica e sentido de estado), estariam perfeitamente enquadradas e seriam mesmo adequadas ao intelecto que as produziu, normalmente mais interessado no peixe, que noutras entidades subaquáticas.
Habituada a lidar com peixe, seria natural que a peixeira considerasse afinal, que andando dentro de água, o submarino era mais que qualquer outra coisa, um grande, um enorme peixe. E se é peixe, evidentemente não poderia ser uma arma…

O anacronismo a beirar o patético, e a estranha irritação com a aquisição de submarinos por parte do estado português, têm-se tornado cada vez mais vocais em sectores próximos do Partido Socialista, à medida que este partido se vai transformando numa espécie de delegação portuguesa do PSOE. Socialistas como Mário Soares, não escondem os seus objectivos finais de criação da Grande Ibéria, que para se formar precisa de fazer desaparecer a médio e longo prazo as forças armadas portuguesas.

Interesses espanhóis
De facto, a influência e pressão indirecta de entidades espanholas, e o desagrado do governo ou de entidades oficiais em Madrid para com aquela aquisição estão alegadamente entre as razões das criticas à aquisição daqueles meios.
As críticas e as pressões não foram directas, mas chegaram a Portugal através da imprensa, com a divulgação de notícias fabricadas segundo as quais a NATO, não queria que Portugal comprasse submarinos.

A verdade é que oficialmente a NATO negou que tivesse produzido alguma declaração nesse sentido, mas as pressões contra a aquisição efectivamente existiram e vieram de fora. Existiram, e transformaram-se em notícia e através da notícia em facto.
A estranha coincidência de posições entre personalidades do Partido Socialista em Portugal e os objectivos inconfessos dos grandes estrategas espanhóis mereceria ser analisada com cuidado.

Desmontando os argumentos
É difícil de chamar argumentação à «ladainha» do digníssimo ex presidente da AR. O próprio admite literalmente que pode ser «burro», e ao afirmar de seguida que Portugal precisa de armas e não de submarinos, parece confirmar a premissa.

Um país como Portugal, com uma reduzida expressão demográfica e territorial, mas que ao contrário controla uma Zona Económica Exclusiva enorme, tem que garantir não só a capacidade para controlar essas áreas vitais através do policiamento, como alem disso tem a obrigação de garantir o controlo dessas áreas marítimas, mesmo em circunstâncias excepcionais.

Possuir submarinos, é a mesma coisa que o pais possuir um exército. O exército não serve para policiar, mas em caso de situação extrema, é a última garantia de soberania nacional.

Da mesma forma que o país tem a obrigação de garantir essa soberania sobre o território nacional, tem igualmente o dever de garantir o mesmo tipo de controlo e soberania sobre as áreas marítimas que lhe estão legalmente atribuídas.

Não possuindo grandes e numerosos meios de superfície, dada a grande disparidade que existe entre a dimensão e capacidade económica do país por um lado e o gigantismo da sua Zona Económica Exclusiva, Portugal fica condicionado a utilizar meios militares de dissuasão.

Sistemas como os submarinos do tipo U-214, conhecidos na marinha portuguesa como U209PN, servem para garantir, com os seus meios técnicos, armamentos e capacidades, utilizando as tácticas dequadas, que Portugal pode de alguma forma condicionar e contestar o controlo dessas áreas marítimas.

Um país pequeno não precisa de ter umas forças armadas para ganhar um conflito contra um país grande. Um país pequeno precisa possuir os meios militares suficientes, para mostrar que a sua derrota será vendida a um custo tão alto, que não valerá a pena iniciar a tarefa.

Essa é a função dos submarinos, e a sua utilidade deveria ser simples de entender, para qualquer um.

Infelizmente, por alguma razão desconhecida, uma ex figura do estado, produziu declarações que por muito absurdas e descabeladas, chegaram à imprensa portuguesa.
As afirmações de Almeida Santos, são resultado da desatenção, ou então de algum estado mais ou menos febril.

Para a História, fica a irresponsabilidade e a falta de sentido de estado, já por tantas vezes demonstrada por Almeida Santos, quando em alturas extemporâneas, brinda os portugueses bolsando um chorrilho de disparates.


[1] Quem é Almeida Santos ?
Almeida Santos, é conhecido mais recentemente pela sua estranha personalidade, e por comportamentos igualmente estranhos, normalmente atribuídos a pessoas que há muito deixaram de estar na posse de todas as suas faculdades mentais.

[img2]Recentemente defendeu por exemplo a anacrónica construção do novo aeroporto de Lisboa no meio de um pântano e parcialmente em cima de uma montanha, porque colocar o aeroporto numa planície, implicava a construção de uma ponte, que se podia transformar em alvo da Alqaeda de Bin Laden.

O velho dirigente, apoiante do regime fascista antes de 25 de Abril de 1974, e «convertido» à democracia com a ajuda das sociedades secretas de «aventalarios», sempre dispostas a ajudar irmãos que podem ascender a cargos de importância, facilitando os negócios escuros que se tramam nos corredores corruptos do poder.

Esteve ligado às obscuras negociações que levaram à entrega de Moçambique a movimentos extremistas que após chegarem ao poder, se entregaram a uma orgia de terror e morte que conduziu a uma guerra civil.

Mais tarde tentou ser primeiro ministro, tendo na altura sofrido a mais humilhante derrota eleitoral na história do Partido Socialista.

Ainda mais tarde, foi agraciado com a nomeação para a presidência da Assembleia da República, cargo que há muito tempo era obrigatoriamente controlado por alguém ligado às sociedades secretas de que Almeida Santos fazia parte.

Abandonou a política, mas continua a produzir alguns artigos na imprensa, onde não expressa nem defende nenhuma linha coerente de pensamento. A idade, há muito que começou a trair a mente de Almeida Santos.

Mensagem automática publicada por : Paulo Mendonça

Terça-feira, Setembro 01, 2009


70 anos da II Guerra, lições por aprender

Quando às primeiras horas da madrugada do dia 1 de Setembro de 1939, os canhões do couraçado alemão Schleswig Holstein começaram a atacar os armazéns militares de Westerplatte, na região de Danzig teve inicio a II Guerra Mundial.

70 anos passaram , desde que a maior catástrofe que se abateu sobre a humanidade começou, mas passados 70 anos, aparentemente muitas das lições da História não foram aprendidas e os mesmos erros são repetidos.

A leste, nada de novo

Não deixa de ser curiosa a análise da História, quando nos lembramos que embora a Polónia tenha sido atacada pela Alemanha a 1 de Setembro de 1939, os alemães não apresentaram qualquer declaração de guerra.

Os hitlerianos utilizaram como argumento para a invasão, o massacre de populações civis alemãs. Sim, é verdade, os alemães inventaram um massacre em 1 de Setembro de 1939 para apresentar à sua própria opinião pública as razões que justificavam a invasão.

Os nazis realizaram cerimónias em homenagem aos mortos da barbárie polaca, que justificava a invasão e o envio das tropas do Reich contra a Polónia.

Em 2008, algo extremamente parecido ocorreu na Geórgia, onde um massacre inventado, conduziu à invasão por parte das tropas da Rússia.
Como com os hitlerianos em 1939, também a Rússia em 20008, de forma indigna e imoral inventou um massacre para atacar um pequeno país indefeso.

A Rússia, o mesmo país que invadiu a Polónia poucas semanas depois da invasão alemã, e que foi responsável durante os anos de ocupação, por um terror tão despótico como o dos nazis, e que assassinou a sangue frio em Katin, 17.000 militares polacos, encostados às valas comuns e mortos com uma bala na nuca.
A mesma Rússia, que volta nos primeiros anos do século XXI, a exigir que estes crimes sejam apagados dos livros de História.

A ocidente a determinação das democracias

Não deixa também de ser curioso que a única declaração de guerra que teve lugar em 1939, não tenha sido da Alemanha contra ninguém, mas sim da Grã Bretanha e algumas horas depois da França contra a Alemanha.

Os alemães não esperavam. Estavam certos de que mais tarde ou mais cedo haveria guerra, mas não a esperavam em 1939. Basta dizer que a Alemanha atacou a Polónia sem ter tanques médios e com meios relativamente ligeiros, beneficiando muito mais da capacidade de organização e comunicação que da qualidade do seu material.
A marinha Alemã não tinha navios à altura, e quando começou o conflito não podia lutar de igual para igual nos mares, nem sequer com a marinha francesa.

As democracias ocidentais eram vistas como decadentes e depois da «rendição» em que entregaram a Checoslováquia aos nazis em 1938, a invasão da Polónia parecia apenas mais uma operação normal e sem consequências.

Grã Bretanha, a causadora da II Guerra
Pode parecer estranho a quem ler a História, mas durante a primeira fase da guerra, a Alemanha nazi mantinha junto da sua população, a ideia de que não queria qualquer guerra e que o conflito tinha sido imposto à Alemanha pela Inglaterra e pela França.
Depois da queda da França em 1940, os nazis continuaram a afirmar que queriam a Paz e endereçaram mesmo aos britânicos propostas de Paz.

Aos olhos de muita gente, o mundo ocidental, ou as democracias, eram considerados os agressores, enquanto as ditaduras apenas queriam a Paz e o desenvolvimento das suas populações.

Hoje, quando as democracias lutam contra o terror imposto pelos movimentos terroristas, na maioria dos casos suportados pelo dinheiro da cocaína (FARC) ou da heroína (Taibã), e apoiados por ditaduras encapotadas, alguns pseudo intelectuais cospem a sua raiva contra o facto de os países chamados ocidentais, defenderem coisas simples e princípios básicos, como fizeram em 1939, mesmo que a defesa desses princípios não possa ser feita como seria desejável.

Os mesmos argumentos que foram utilizados pelos nazistas (e também pelos comunistas antes de 22 de Junho de 1941) são utilizados hoje, pelos mesmos sectores extremistas, que advogam que o mundo ocidental se deve render, deve baixar os braços e não deve ter princípios.

As criticas que proto-ditadores como Hugo Chavez, ditadores assumidos como Fidel Castro I, Fidel Castro II ou Mahmoud Achmadinejad, dirigem ao mundo ocidental e acima de tudo à Democracia, são as mesmas criticas, utilizando os mesmos argumentos que Goering, Estaline, Goebbels ou Hitler utilizavam quando em 1939 atacaram a Polónia.


Aqueles que não aprendem as lições da História estão condenados a vive-la outra vez.

Mensagem automática publicada por : Paulo Mendonça

Quarta-feira, Julho 15, 2009


Submarino nuclear brasileiro. Porquê o Scorpene ?

A questão da construção no Brasil de um submarino ou classe de submarino nucleares de ataque, tem despertado interesse desde que no final dos anos 70 o projeto da marinha começou a ser discutido.

Ao longo de um longo período de tempo, o desenvolvimento de um sistema de propulsão por parte da marinha brasileira foi tomando forma, até que atingiu um estágio aceitável, permitindo à marinha brasileira dispor de um sistema propulsor suficientemente pequeno para instalar a bordo de um navio e suficientemente poderoso para permitir que ele se deslocasse a uma velocidade aceitável.

Segundo os dados disponíveis, o sistema (reator) nuclear desenhado no Brasil, tem uma potência na casa dos 10.000 cavalos de potência aplicada ao eixo da hélice [1], o que é equivalente à potência dos submarinos nucleares da classe Rubis francesa lançados entre 1983 e 1993.

Onde colocar o reator nuclear ?

A construção do reator nuclear é importante, porque se trata normalmente da tecnologia que por razões estratégicas e tratados internacionais não é fácilmente cedida por uns países aos outros.
Embora não se trate de um equipamento militar (um reator nuclear para aplicação naval, obedece aos mesmos princípios de um reator nuclear civil), ele continua sendo considerado estratégico, o que aumenta a possibilidade de se levantarem questões políticas.

A partir do momento em que o sistema ficou pronto, era necessário prosseguir com o projeto, pois ter um reator nuclear não serve de nada se ele não for utilizado para locomover um navio.
A marinha brasileira lutou com várias dificuldades, nomeadamente financeiras, para desenvolver o reator, mas o desenvolvimento do sistema que produz energia a partir da fissão nuclear, ainda que custoso e demorado, não é nem de perto nem de longe o item mais caro no desenvolvimento de um submarino.
Portanto, a marinha ficou perante uma situação em que o programa do Submarino Nuclear Brasileiro, era nuclear, era brasileiro, mas não era submarino.

Encontrar uma plataforma base para colocar o reator, tornou-se então na prioridade seguinte.
A primeira coisa a fazer, era olhar para a capacidade já instalada e que permitiu ao Brasil lançar o primeiro submarino de construção nacional, o Tupi, um derivado da classe U-209.

Mas as tecnologias que o Brasil passou a dominar, não eram suficientes para entrar no desenvolvimento de um sistema completo, pois embora o Brasil tivesse demonstrado capacidade para construir o submarino Tupi, ele não deixou em grande medida de ser um submarino montado no Brasil, com grande parte dos seus componentes importados.

Se ficou óbvio que o Brasil não tinha capacidade para desenvolver sozinho o submarino nuclear num tempo útil, era evidentemente necessário encontrar um parceiro tecnológico que facilitasse o desenvolvimento do sistema.

Considerando o posicionamento geoestratégico do Brasil, a possibilidade de cooperação com a Rússia era pouco recomendável e além disso a industria naval daquele país não parecia (como continua a não parecer) estar à altura de responder às necessidades. Isto implicava que só os países ocidentais estariam em condições de apoiar o Brasil no desenvolvimento do equipamento.

Mas grande parte desses países sempre levantou problemas com o desenvolvimento de sistemas sensíveis fora da Europa e dos Estados Unidos, pelo que os próprios Estados Unidos e a Grã Bretanha estavam de fora como potenciais fornecedores do projeto.

Restavam assim dois países que poderiam ajudar a marinha do Brasil no desenvolvimento de um novo sistema submarino. A Alemanha e a França.

A Alemanha era a opção normal, porque afinal foi o país que colaborou com o Brasil no desenvolvimento das atuais capacidades da marinha na construção e manutenção de submarinos da classe U-209.
Mas a Alemanha, produzindo várias classes de submarinos e tendo uma experiência que evoluiu já desde a II Guerra Mundial, nunca desenvolveu um sistema submarino movido a energia nuclear.

A opção U-214 dos alemães

As negociações com os alemães levaram inicialmente ao anuncio da escolha do submarino U-214 para a marinha brasileira.
A escolha parecia fazer todo o sentido, pois como submarino convencional o U-214 pode ser em vários aspectos considerado superior ao Scorpene, embora essa superioridade seja apenas pontual.

O Brasil ganharia mais conhecimentos, nomeadamente no que respeita às ligas de aço utilizadas pelos alemães, mas o país ficaria habilitado a construir submarinos convencionais de topo de gama, mas o desenvolvimento do submarino nuclear continuaria sendo um projeto completamente novo que teria que ser construído de raiz.

O Brasil aliás, anunciou que não estava interessado no sistema de propulsão AIP, especulando-se que o sistema AIP é visto como um concorrente da propulsão nuclear, sendo muito mais barato de construir e manter mas não possuindo a potência necessária para propelir um submarino a longas distâncias.
Este anuncio só por si, implicaria que o U-214 do Brasil teria que ser um sistema diferente, pois o U-214 não existe numa versão sem AIP, tendo sido desenhado e concebido para utilizar um sistema compacto de células de combustível de Hidrogénio.

A opção Scorpéne dos franceses

Se há um ponto onde o submarino Scorpene pode ser considerado inferior ao U-214, provavelmente será no seu sistema de propulsão independente do ar, conhecido como MESMA. Trata-se de um sistema que utiliza a queima de Etanol junto com Oxigénio líquido para produzir vapor, que por sua vez vai carregar baterias que depois alimentam os motores eléctricos.
Este sistema aproveita apenas 25% da energia produzida, e atinge temperaturas de 700 graus, que implicam a necessidade de arrefece-lo com água do mar [2].

O sistema MESMA não é visto como muito eficiente e na verdade, o Chile que foi o primeiro cliente não comprou esse sistema, a Malásia também não, a India inicialmente adquiriu apenas três submarinos com esse sistema, o Brasil não quis o MESMA e a Espanha está construindo os seus Scorpene com um sistema de células de combustível.

Mas se o sistema MESMA não é o mais eficiente dos sistemas AIP, ele tem aparentemente uma outra vantagem para o Brasil, que está relacionada com o conceito inicial de desenho do submarino.

Ao contrário dos alemães, os franceses ofereceram o Scorpene em duas versões. Uma com AIP e outra sem AIP. Neste último caso com a possibilidade de incorporação futura daquele sistema auxiliar de propulsão.
Assim, o Scorpene foi desenhado para ser relativamente simples para qualquer estaleiro com essa capacidade, cortar o submarino em dois, e incluir um módulo adicional que contém o sistema AIP.

O que o submarino Scorpene tem que o U-214 não tem ?

Como já afirmámos anteriormente, embora na equipe que desenhou o Scorpene estivessem engenheiros que também desenvolveram submarinos nucleares, o submarino é um submarino convencional de ataque que tem relativamente pouco a ver com os submarinos nucleares.
Como submarino convencional de ataque, o Scorpene tem sistemas idênticos ao U-214, com a «desvantagem» de o seu sistema AIP, quando instalado ser normalmente considerado menos eficiente. A sua ligação com submarinos nucleares é pouco mais que um argumento de vendas.

No máximo, os franceses aproveitaram os estudos hidrodinâmicos que foram feitos às pressas quando os submarinos nucleares franceses da classe Rubis se mostraram demasiado barulhentos.
Aliás o que é provável é a existência de soluções nos submarinos da futura classe Barracuda de submarinos nucleares, de soluções que tenham sido estudadas para o Scorpéne.



Mas para o Brasil, que não nos podemos esquecer, precisa encontrar uma solução para colocar seu reator nuclear, a configuração do Scorpéne, parece apresentar vantagens face ao U-214.
O submarino francês, não está preparado para a conversão para submarino nuclear. Isso seria impossível. Mas o objetivo brasileiro é o de desenvolver as capacidades que permitam construir o navio no Brasil, ganhando assim experiência na construção de navios do tipo, e especialmente de navios que foram configurados para permitir a colocação de um módulo adicional, que aplicado num «Scorpene» maior e de maior diâmetro, poderá servir como base para o futuro submarino nuclear brasileiro.

Não veremos seguramente um Scorpene, com um anel adicional com um reator nuclear instalado em substituição de um sistema MESMA, mas poderemos ver um Scorpene modificado, com maior diâmetro e seguindo a mesma configuração base, que permite isolar o reator do resto do submarino.
Os conhecimento para fazer isto, e a colaboração da industria francesa para atingir esse objetivo, é o que na realidade eleva os custos do projeto Scorpene para os valores que recentemente foram apresentados pela imprensa.

Este tipo de colaboração, nunca foi prevista com os estaleiros alemães, pois se é verdade que - conforme alguns comentadores afirmam - os alemães também poderiam estudar a possibilidade de instalar um sistema de propulsão nuclear e apoiar a sua construção, também é igualmente verdade que embora eles tenham experiência na construção de submarinos convencionais, eles não têm qualquer experiência na construção de submarinos movidos a energia nuclear, além de que não existem garantias de que não haveria problemas do ponto de vista político.

A verdade sobre os custos do programa nuclear

O que provocou nos últimos dias mais «sururu» ao nível de alguma midia brasileira e opinião pública, foi a revelação de forma mais ou menos «crua» do valor do programa acordado com os franceses de 6.7 bilhões de Euros.

O valor é alto, e inevitavelmente a dimensão do investimento assusta muita gente e pode ser utilizada como argumento politico em período quando se aproxima um período eleitoral.
A critica aos investimentos militares é normalmente terreno fértil para as guerras entre partidos e entre candidatos, porque a dimensão dos investimentos militares assusta qualquer um e a critica a esses gastos pode render votos com alguma facilidade.

Mas pior que os 6.7 bilhões de Euros ou 18.4 bilhões de Reais, é a possibilidade de este valor cobrir apenas uma parte do investimento total relacionado com o programa nuclear brasileiro. A ideia de que a industria brasileira consegue sempre «baratear» os custos, não corresponde à realidade e pode até acontecer o inverso.
O auxilio dos franceses terá sempre limites e deverá estar condicionado por prazos e por objetivos que devem ser atingidos dentro de um determinado espaço temporal.
O valor cobre quatro submarinos Scorpene e apoio no desenvolvimento de um submarino nuclear de ataque. Se cada navio Scorpene custar 400 milhões de Euros, isso implica que 5.1 bilhões serão destinados ao submarino nuclear. Uma unidade.
Uma unidade e nada é praticamente a mesma coisa. Se não for desenvolvida uma classe de no mínimo três unidades.

A importância de informar

A informação para a opinião pública sobre os gastos do programa é da maior importância, pois o submarino vai ficar muito caro, mas não é aconselhável «cortar» verbas num programa onde a segurança assume uma importância vital.
O programa do submarino nuclear brasileiro poderá não sobreviver, se qualquer problema de desenvolvimento ocorrer a meio do caminho numa altura em que uma opinião pública adversa, esteja olhando para esse programa como um gasto inútil.

O programa nuclear brasileiro é acima de tudo uma afirmação política e não um programa militar. Só possuem submarinos de propulsão nuclear os Estados Unidos, a Rússia, a França e a Grã Bretanha e a China. A própria Índia decidiu adquirir os seus primeiros submarinos de ataque movidos a energia nuclear comprando dos russos.

Países com grandes recursos tecnológicos e financeiros como o Japão e a Alemanha optaram por não seguir por esse caminho.

A ideia de que o Brasil precisa de um submarino rápido que possa patrulhar a «Amazónia azul» é pouco consistente, pois a presença nessas águas precisa de navios de patrulha oceânica para «mostrar bandeira» e patrulhar as águas.
O Brasil sempre assumiu um posicionamento de não intervenção em questões internacionais, pelo que o seu posicionamento defensivo dificilmente justifica a aquisição de tal tipo de arma por razões militares, ainda mais porque para patrulhar mesmo em áreas oceânicas, os novos submarinos oceânicos com AIP são igualmente eficientes e muito mais baratos.

Resta aos políticos explicar e justificar a mais cara aquisição militar alguma vez feita pelo Brasil.


[1] – A potência nominal será de aproximadamente 50MW.
[2] – Em comparação o sistema AIP alemão atinge no máximo 80 ºC, é arrefecido por um sistema interno e aproveita 70% da energia, porque as células de combustível alimentam diretamente o motor eléctrico.

Luis Carlos / P.Mendonça

Mensagem automática publicada por : Luis Carlos Gomes

Quarta-feira, Maio 20, 2009


Não subestimem a Russia

Muitos analistas ocidentais, mantendo uma tradição histórica, costumam generalizar e simplesmente ignorar, quando o assunto é a Rússia. Trata-se da continuação dos velhos preconceitos da Guerra Fria, na qual os malvados soviéticos cozinhavam criançinhas e as comiam com Vodka.

Percebe-se em inumeros artigos, neste site e em outros, que as analises feitas sobre as forças russas limitam-se a dizer : " esta tudo sucateado" , " falta dinheiro para tudo" , " os americanos são melhores" , ou outras opiniões especulativas que simplesmente dizem que a Rússia não teria a menor chance contra os ocidentais.

Certas analises descambam para violentas criticas contra Vladimir Putin, caracterizando-o como um perverso ditador malvado, discípulo de Stalin. Sugiro, ao mantenedores deste site, que não realizem criticas politicas em assuntos militares. Além disso, lembrem-se que um só Sovremeny pode destruir metade de uma esquadra americana em vinte segundos, da mesma forma que nada no mundo se compara aos Sukhois, bulavas ou Typhoons.

Não subestimem o Urso. Os russos ja provaram do que são capazes, e é exatamente a política de Vladimir Putin que impediu que um cara mais radical esmagasse os georgianos. ONDE ESTÁ A REFERENCIA AO MASSACRE DOS CIVIS DA ABKHAZIA POR PARTE DA GEORGIA ??

Mensagem automática publicada por : Wagner

Terça-feira, Maio 19, 2009


Espanha: O Rei vai nú !

Os sinais que ninguém quer ver, e que os defensores mais acirrados da Espanha Una Grande Y Libre do ditador nazista Francisco Franco querem esconder, foram mais uma vez perfeitamente evidentes na recente final da Taça do Rei, uma competição desportiva espanhola.

A manifestação desportiva, que decorreu no País Basco, não poderia ter acontecido em pior lugar e os monarcas haviam sido informados de que haveria alguma rejeição por parte da audiência, o que no entanto não é incomum em Espanha, em várias regiões do país.

No entanto, poucos poderiam esperar o inimaginável e interminável assobio de milhares dos espectadores quando soou a «Marcha Real», que é o hino oficial do Estado Espanhol. Em todo o Estádio, foi quase impossível ouvir o hino perante a avassaladora onde de assobios de milhares de pessoas.
Além de assobiarem o hino espanhol, milhares de participantes pura e simplesmente voltaram as costas para o relvado, durante o toque da marcha.

TVE em pânico.

A mais evidente demonstração do pânico vivido na altura esteve na desastrada transmissão da televisão oficial madrilena TVE, que percebendo o fiasco e entendendo a gravidade da situação, pura e simplesmente cortou a emissão durante a execução do hino e passou a reportagem para fora do estádio, onde apenas chegavam ecos do gigantesco assobio e onde pura e simplesmente não era possível ouvir qualquer música.

A patética tentativa de ocultar o acontecimento, foi rematada pela televisão oficial , com uma montagem feita à pressa, e transmitida durante o intervalo em que passou uma trilha sonora gravada e em que não foram transmitidas imagens do estádio, ficando as câmaras fixadas exclusivamente num pequeno numero de participantes que pretendiam honrar o Rei e a Bandeira.

Dissolução inevitável

Os sinais de dissolução do Estado Espanhol, não são de hoje nem de ontem. A Historiografia espanhola tem tentado ignorar o problema, mais por conveniência que por qualquer outra razão.

A Guerra civil espanhola, de 1936 a 1939 tem sido apresentada como uma ante-câmara da II Guerra Mundial, em que se digladiavam conceitos políticos, e em que se guerreavam a Liberdade e o Totalitarismo.

Mas não é possível evitar lembrar, que o golpe que o ditador Francisco Franco deu em 1936, beneficiando do apoio directo de Adolf Hitler, foi acima de tudo um golpe que se destinou a garantir a unidade do Estado Espanhol, criado em 1715, à imagem do estado absoluto francês.

A criação daquele Estado, coincidiu com a violenta repressão dos direitos dos povos chamados «periféricos». Embora o absolutismo espanhol, de origem castelhana tenha vencido, para evitar mais conflitos entre castelhanos e catalães e para não perigar a unidade conseguida em 1715, a autonomia foi sendo gradativamente devolvida à Catalunha e a várias outras regiões de Espanha.

Essa autonomia, por muito que os autistas e os profissionais iberistas (especialmente em Portugal) insistam em ignora-la, tenderá sempre para um único caminho: A autonomia total, ou seja, a independência.

A História encarregou-se de demonstrar isso, ao longo do século XIX, e também durante o século XX, quando em 1936, para impedir a autonomia administrativa da Catalunha, Francisco Franco inicia a guerra civil que duraria até 1939.

Durante a guerra, a Catalunha e o País Basco foram alvo especial das mais brutais forças ao serviço de Franco. A Legião Condor nazi, bombardeou Guernica, e as forças muçulmanas de Franco levaram a cabo crimes contra populações civis com o objectivo de submeter a Catalunha através do terror.

O regime Nazista de Franco - e não pode haver qualquer dúvida honesta sobre a relação directa entre o nazismo alemão e o franquismo - acabou em 1975 com a morte do ditador. Mas o Hitler espanhol, deixou um herdeiro na figura de Juan Carlos I, o qual, embora submetido a operações cosméticas, para tentar criar a ideia de que se trata de um democrata, nunca deixará de ser aquele que Francisco Franco designou como seu herdeiro legítimo.

O rei espanhol, pode até aceitar as regras da democracia. Mas não aceita, como Franco não aceitou nunca, que o problema do futuro da Espanha, não está entre Esquerda e Direita.

O problema está na via que o país escolher para a inevitável independência dos países que fazem parte da Espanha, os quais têm inalienáveis Direitos Históricos à independência, e cuja legitimidade para existir, é muito superior à do próprio estado espanhol.

Faremos bem em Portugal, colocando as barbas de molho. Não chegámos ao fim da História, e o período de paz por que passamos, não será eterno.
A Espanha, e os problemas que advirão da instabilidade provocada pelos nacionalismos emergentes, constitui um problema para Portugal.
Não estamos preparados para o que possa acontecer.

Não estamos hoje, como não estávamos no inicio dos anos 30, quando a crise económica, foi o rastilho para um processo de desagregação a que Franco e Hitler conseguiram opor-se com sucesso.

Hoje, a crise económica, tão grave quanto a dos anos 30 está aí à porta, mas não há nenhum Hitler para ajudar a Espanha a manter-se unida.

Mensagem automática publicada por : PM

Domingo, Abril 26, 2009


Trocar a cruz pela espada

Ocorreu hoje em Roma na Praça de S.Pedro a canonização de D. Nuno Álvares Pereira, que desde há bastante tempo tinha já ascendido à condição de Santo, canonizado não pelo Papa mas pelos cidadãos portugueses.

A relação entre Deus e a guerra, existe desde que as sociedades adoram divindades e a elas recorrem para auxílio em situações onde a vitória não é assegurada.
São famosas as oferendas aos Deuses feitas pelos generais do império romano, que faziam sacrifícios aos deuses de Roma, mas também aos deuses dos inimigos, para aplacar a sua ira.

A Igreja normalmente considera Santos, os fieis que se destacaram pelo seu comportamento exemplar, quanto ao seguimento das regras e procedimentos dessa mesma Igreja.

É por isso que a canonização de D. Nuno Alvares Pereira tem um significado curioso, pois afinal, por muitas que tenham sido as obras piedosas do agora Santo e por muito demonstrada que tenha sido a sua humanidade e o seu respeito e devoção por Deus, é impossível dissociar D. Nuno Álvares Pereira daquilo que o distinguiu para a História: O facto de ter sido um líder militar.

E não foi um líder militar qualquer.

Num país que como Estado Independente conta já com quase 900 anos de História, e que encontra as raízes da sua identidade mais remota nas lutas dos povos da Lusitânia contra o império romano, muitos são os líderes militares que se destacaram, normalmente na afirmação dos direitos desse povo ou povos do ocidente da Península Ibérica.

D. Nuno Álvares Pereira, como Condestável e chefe militar das forças do Reino de Portugal, numa altura em que a sua existência era colocada em perigo, é provavelmente um dos mais destacados de entre os destacados chefes militares portugueses.

Durante a crise dinástica de 1383-1385, e dentro do contexto da guerra dos 100 anos, em que a França e a Inglaterra se digladiavam, tendo a França o apoio do reino de Castela e a Inglaterra o apoio de pelo menos parte de Portugal, a existência do pequeno reino do ocidente peninsular esteve em causa.

Tivesse Portugal sido derrotado em Aljubarrota e o rei escolhido por grande parte do povo - o Mestre da Ordem de Avis, aclamado Rei D. João I de Portugal - sido morto aprisionado ou privado do reino, o mais provável, é que Portugal fosse hoje nada mais que uma triste região descaracterizada e morta, dentro da grande nação castelhana, que hoje conhecemos como Espanha.
Esse foi aliás o destino da Galiza e do Reino de Leão, completamente descaracterizados.

Podemos dizer que graças a D. Nuno Álvares Pereira, nos livrámos de fazer parte desse erro da História que se conhece como Estado Espanhol.

A batalha de Aljubarrota, marco absoluto da aspiração de um povo à Liberdade e ao Direito de Existir, ganha assim mais um símbolo, reconhecido pela própria Igreja.

Há curiosamente um outro símbolo, bastante mais simples, popular e impossível de canonizar.
Trata-se do símbolo representado pela Padeira de Aljubarrota, que representa a raiva incontida dos portugueses, perante a violação da sua terra por estrangeiros que aqui chegaram vindos de Espanha para a roubar, para a violar e para a conspurcar com a sua presença.

Não parece ser de todo impossível que tenha sido a violência da reacção popular e a perseguição sem quartel que foi movida aos castelhanos depois dos fatídicos 30 minutos de batalha (em que o enorme exercito castelhano-francês foi desbaratado) que esteja entre as razões da conversão de D. Nuno Alvares Pereira, que conforme se aprendia nos livros de História trocou a espada pela cruz.

Muito poderão dizer os Homens da Igreja, sobre as benfeitorias e a devoção do agora S. Nuno Álvares Pereira.

Mas, acima de tudo, há que ter em consideração que se trata de um Santo da Igreja, que como português lutou pelo Direito de um povo a ser Livre.

Saibamos portanto ser dignos da lição que se nos oferece para estudar.
Devemos ter a capacidade de trocar a espada pela cruz, de perceber que a violência gera violência e que é preferível a Paz à Guerra. Sempre assim foi.

Saibamos no entanto também estudar o significado dos actos.

Podemos trocar a espada pela cruz, mas não devemos nunca achar que chegámos ao fim da História e que Portugal nunca mais precisará ser defendido.

Desenganem-se os pacifistas falsos, que querem acreditar cegamente na bondade de vizinhos ou supostos aliados.

D. Nuno Alvares Pereira trocou a espada pela cruz.

Mas se não soubermos entender o que está em jogo, se não formos capazes de defender aquilo que representa a ideia de Portugal, então não seremos dignos nem de D. Nuno, nem de Padeiras, nem de D. Afonso Henriques.

Não seremos dignos de nada, se quando for necessário, não percebermos que se há momentos em que é preciso trocar a espada pela cruz, também haverá no futuro momentos, em que será preciso trocar a cruz pela espada.

A História não acabou, e voltará a repetir-se.

Mensagem automática publicada por : Paulo Mendonça