quinta-feira, maio 26, 2005


Os Cachorros-bomba dos terroristas iraquianos

Fazendo um pequeno aparte sobre a situação no Iraque, parece que os terroristas iraquianos, em desespero de causa, e por estarem a ficar sem matéria prima para os atentados suicidas, recorreram agora a outra estratégia.

Hoje, Quinta Feira, dia 26 de Maio de 2005, os terroristas iraquianos efectuaram o primeiro atentado utilizando para o efeito um Cão-Bomba, devidamente artilhado e acondicionado com explosivos.

Não se sabe, se o cachorro terá direito à sua quota virgens, no paraiso.

Este tipo de estratégia não é novo, tendo já sido utilizado um Burro, carregado de explosivos, em 2003. Do ponto de vista do conflito, ao invés de implicar uma nova táctica, esta nova faceta do conflito apenas permite concluir que os terroristas se encontram numa situação algo complicada, com clara falta de matéria prima, para os seus atentados suicidas.


Koumba Yalá: A volta do capuchinho vermelho

A volta de Koumba Yalá parece correr o risco de tornar-se num rastilho de pólvora. Koumba, tentou já tomar o palácio do governo em Bissau e foram ouvidos tiros no bairro residencial onde se encontra a sua residência particular. O tiroteio parece ter tido origem em apoiantes de Koumba, tendo posteriormente a zona sido tomada pelas forças de segurança, ocorrendo fortes disparos de armas automáticas.

É difícil de acreditar como é que uma pessoa que já demonstrou não ter a estatura necessária para governar uma banca de venda de peixe na praça, pode ser colocada na chefia de um estado soberano.

Aguardemos novos desenvolvimentos.

domingo, maio 22, 2005


A invasão de Portugal pelos nazis espanhóis e pelo exército Italiano

Numa série da televisão espanhola TVE, patrocinada pela empresa igualmente espanhola IBERDROLA, foi referido num dos últimos episódios algo que, normalmente não é referido, ou falado.

Em 1939, depois do fim da guerra civil espanhola, e enquanto Madrid se rendia, e na costa do mar mediterrâneo, os últimos refugiados da república, esperavam nas praias navios que nunca haviam de aparecer para os salvar, a extrema direita de inspiração nazista, expressa no movimento conhecido como “Falange” planeava a invasão de Portugal e a sua destruição como estado independente.

De pouco adianta discutir as implicações dessa intenção, e o facto de os espanhóis, depois de terem sido auxiliados por Salazar, planearem (mais uma vez) atraiçoar o país “Hermano”.

A parte curiosa, é que o plano dos nazistas espanhóis, previa o ataque a Portugal, utilizando essencialmente tropas italianas.

Sem fazer grandes juízos de valor, porque os exércitos têm o valor que têm, consoante as circunstâncias, não deixa de ser curioso que a organização “Falange”, contasse para invadir Portugal, com o mais ineficiente exército, de todos os que combateram na guerra civil espanhola.

Sabendo-se que seria muito difícil a Portugal resistir a um exército mecanizado, como o alemão, mas sabendo-se que Hitler, detestava a ideia de ter que “acudir” aos italianos, não é impossível crer, que a dita invasão, seria extremamente difícil, ainda mais que, a Itália ainda não estava em guerra com Inglaterra.

Como lição, desta curiosidade militar, resta-nos a lição de sempre, sobre o “Amor” que os nossos vizinhos espanhóis sempre nos tiveram.

A título de curiosidade, informa-se que a “Falange” ainda hoje existe em Espanha.

Pelo menos em Portugal tivemos a decência de proibir organizações criminosas de índole fascista. Em Espanha, os Nazis continuam a poder falar livremente. Não são majoritários, é certo, mas também não o eram em 1936.

sexta-feira, maio 20, 2005


Não a um terceiro submarino para a marinha portuguesa!

Recentes informações vindas a lume sobre a questão levantada por um deputado do Partido Comunista Português sobre a possibilidade de Portugal accionar a opção pelo terceiro submarino da série U-209PN - que é um submarino da família U-214 conforme se explica no site areamilitar, são extremamente interessantes.

O que sabe o senhor deputado que o resto do país não saiba?

Até porque se trata de um equipamento extremamente caro – em minha opinião, demasiado caro, e que na actual conjuntura económica, será muito difícil de justificar perante a opinião pública.

Ainda estamos à espera do projecto de navio de apoio logístico, que dará à marinha uma capacidade de projecção de forças que nunca teve. O país não pode por isso, suportar aquisições adicionais, quando a nossa capacidade de efectuar uma operação no estrangeiro, continua a depender completamente de entidades terceiras.

Nos dias de hoje, se existisse qualquer problema nos Açores ou na Madeira não teríamos capacidade para transportar praticamente nada para aquelas regiões do país.

O Navio de Apoio Logístico é uma adição positiva, mas mesmo assim, é muito pouco. É pouco para o mínimo desejável, num país que tem parte do seu território a milhares de quilómetros do continente europeu.

Se o que nos venderam é verdade, e se esses submarinos U-209PN são modernos e mais eficientes que os anteriores, então é ou não é possível ter apenas dois e rentabiliza-los, para que dois submarinos maiores e mais potentes façam a mesma coisa que os três decrépitos Daphné?

Se é, então o dinheiro dirigido para o terceiro submarino faria muito mais sentido se gasto ou para um Navio de Apoio Logístico maior, ou então para um segundo Navio de Apoio Logístico.

É mais importante o interesse nacional, do que a maior ou menor taxa de disponibilidade de um dos meios da marinha.

quarta-feira, maio 18, 2005


A ruptura de conduta de gás a bordo do porta-aviões São Paulo, faz um morto e sete feridos

Ontem, ocorreu um acidente com o porta-aviões A-12 São Paulo, da marinha brasileira. Segundo os relatos conhecidos, ocorreu um rompimento de uma conduta de vapor, no momento em que se passava pressão para as catapultas do navio.

O São Paulo utiliza vapor para lançar os seus aviões Skyhawk, e utiliza duas turbinas a vapor Mithel Brown BS5 e eventualmente terá sido uma destas que terá tido o problema. No caso de se tratar apenas de rompimento de condutas, a reparação deverá ser relativamente simples. Além disso, se tiver sido um problema localizado, enquanto não se efectuar a reparação, pelo menos uma das catapultas não poderá ser utilizada, ou seja:

O São Paulo, pode navegar, mas os aviões não podem ser lançados (pelo menos da catapulta que estiver danificada).

O São Paulo foi incorporado na marinha da França, nos anos 60, no entanto, foi o menos usado dos dois porta-aviões fabricados pelos franceses.

Problemas deste tipo não são incomuns, nem mesmo nos porta-aviões modernos.

Só o relatório sobre a ocorrência, poderá permitir mais conclusões, nomeadamente, no que respeite a eventuais danos secundários resultantes da explosão, e que em alguns casos, são mais graves, quando, por exemplo, destroem painéis e ligações eléctricas.

Até ao momento, não são conhecidos mais dados, e há a lamentar um morto e sete feridos, três dos quais em estado considerado grave.

segunda-feira, maio 16, 2005


Avião espanhol C-295 escolhido em vez do C-27J

C-295 escolhido sobre o C-27J?

Nem a propósito, igualmente interessante a escolha – ao que tudo indica - do avião franco-espanhol, sobre a opção italo-americana do Lockeed Alenia C-27J.

Trata-se de longe, da pior escolha. O C-295 é um avião civil, que, por ter uma porta traseira (exigência dos militares) pode ser utilizado com fins militares. É extremamente frágil, porque foi feito com os materiais mais leves que é possível, de forma a poupar no combustível.

A sua escolha só pode ser decorrente de pressões políticas, ou de contra-partidas, que esperemos o Ministério da Defesa explique muito bem explicadas.

Os próprios AVIOCAR que agora vão ser substituídos, foram comprados para a guerra em África, tendo o conflito acabado antes que pudessem ser colocados ao serviço. A Força Aérea anda há trinta anos, a utilizar o AVIOCAR, porque não tem outro avião. Seria péssimo, que para substituir uma má compra, se escolhesse outra, que peca pela inferior qualidade (em termos comparativos), e que pode resultar noutro disparate.

A comparação entre os dois aviões:

http://www.areamilitar.net/opiniao/C27JxC295.asp


C-295 – Portugal poderá adquirir o avião dos Indonésios ?

Em meados de 1999, muitos portugueses vieram para a rua, protestar contra a situação em Timor, a seguir ao referendo que foi favorável à independência e separação daquele território da Indonésia. Ouviram-se criticas aos países que, tendo negócios importantes na Indonésia, decidiram agir com grande “imparcialidade”, ou sejam na prática apoiar a Indonésia.

Entre os principais apoiantes da Indonésia, estava o país vizinho (Espanha) que tinha que defender os interesses dos negócios da empresa espanhola CASA, nomeadamente no que respeitava ao fabrico na Indonésia do avião CASA-NURTAINO CN-235.


Não deixa de ser irónico, que o Ministério da Defesa, se prepare para comprar para a Força Aérea, o avião C-295, que se trata de uma versão “esticada” do avião co-produzido entre os indonésios e os espanhóis.

sábado, maio 14, 2005


Oferta de carros de combate espanhois às forças armadas de Marrocos

A Espanha, deverá oferecer a Marrocos, uma quantidade ainda não exactamente especificada de carros de combate M-60 A3TTS, idênticos aos utilizados por Portugal. Estes veículos, presentes em Ceuta e Melilha, serão substituídos, provavelmente pelo modelo alemão Leopard-IIA6, montado em Espanha.

Esta questão serve para lembrar que, Portugal utiliza o mesmo M60-A3TTS que a Espanha agora ofereceu a Marrocos, e que, a substituição desses carros de combate se torna cada vez mais necessária. Embora, como referiu há pouco tempo o ministro da defesa, os veículos (ou parte deles) ainda estejam operacionais, não é possível manter a situação por muito mais tempo, sob pena de, termos em Portugal, unidades pesadas, apenas por causa do peso do aço, mas sem valor militar algum.

http://www.areamilitar.net/exercito/Exercito_M60A3.asp?tp=ACT&rm=Exercito&pa=Portugal

sexta-feira, maio 13, 2005


Submarinos ainda à tona...

Num jornal português, sobre os recentes acontecimentos relacionados com alegadas irregularidades no comportamento de membros do anterior governo, refere-se que Portugal adquiriu o submarino U-209, muito mais antigo que o Scorpene francês, que ainda não tinha sido posto a navegar. Não se pede ao jornalistas que saibam a diferênça entre sistema A.I.P. e sistema M.E.S.M.A. mas um pouco de cuidado e pesquisa, talvez não fizesse mal a ninguém.
Trata-se, naturalmente de falta de informação dos jornalistas do Jornal de Notícias, porque de facto o submarino adquirido, é mais eficiente que o submarino francês em praticamente tudo. Quase que se podería dizer que os franceses, que tinham de longe a pior proposta, e que tentaram ganhar um concurso na secretaría, aceitaram mal a derrota.


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Este blog, foi criado, especificamente para incluir opiniões curtas e sucintas, sobre temas relacionados com Forças Armadas, equipamentos e sistemas, além de outras que lhe possam ser acessórias.