quinta-feira, novembro 30, 2006


Iberismo sempre conveniente

Há uns dez anos atrás, a TVI transmitia um concurso produzido pela televisão espanhola Antena 3 chamado «O Jogo do Ganso» (título original: El Gran Juego de la Oca). Cada emissão deste programa (bastante divertido, por sinal) começava com uma prova em que se procurava reunir o maior número de pessoas num local público de uma cidade envergando roupa de uma determinada côr ou com um determinado objecto. Uma vez que o programa também era transmitido em Portugal, de uma das vezes esta prova foi efectuada em Lisboa. O objectivo era reunir 10 mil pessoas com uma peça de roupa azul na Praça do Município. Uma vez que, no meu percurso habitual ao fim da tarde passaria perto do local, tive a curiosidade de ir ver o evento. Na Praça do Município estava um palco montado pela vasta equipa da Antena 3, e onde Mila Ferreira, apresentadora emprestada pela TVI, fazia as honras da casa. Não estavam, nem de perto nem de longe, 10 mil pessoas mas 2 a 3 mil que pareceram suficientes para superar a prova, e a quem a produção distribuiu pequenos pedaços de tecido azul. Já não me lembro de qual a artista que actuava quando me aproximei mais do palco montado, e também não podia ver bem porque na minha frente estavam duas jovens espanholas, pertencendo à equipa da Antena 3, numa posição mais elevada e segurando um cartaz apontado para o palco (de onde vários operadores de câmara filmavam a assistência) e com o qual tapavam a vista de quem ali estava. A certa altura, as pessoas que estavam ao meu redor pediram-lhes que tirassem o cartaz da frente. Não percebendo uma palavra de Português, as duas espanholas limitaram-se a olhar para trás e nessa altura reparei, de relance, que o cartaz que seguravam tinha as bandeiras portuguesa e espanhola, e alguma coisa escrita, não percebi o quê. Mas desconfiei do que fosse.

Curioso, gravei em vídeo o princípio programa quando a TVI o transmitiu. De facto a imagem das duas jovens espanholas segurando o cartaz foi para o ar e nem foi preciso fazer pausa para ler o que estava escrito no cartaz: «Pela União, Para Sempre», acompanhado das bandeiras.

Ou seja, a produção da Antena 3 colocou duas espanholas a fingirem que eram portuguesas fazendo um manifesto iberista em Lisboa, encenado para ser visto pelo público espanhol (e de caminho pelo português).

Este pequeno incidente que presenciei veio-me à memória aquando da sondagem de opinião do semanário «Sol», segundo a qual uma grande parte dos portugueses estariam hoje a favor de uma união ibérica. A sondagem foi, naturalmente, divulgada e comentada em Espanha, onde foi bem acolhida, soando a uma promessa de realização do sonho de anexação da única "província rebelde" da Península Ibérica. E assim foi atingido o verdadeiro objectivo da suposta sondagem do «Sol», ou melhor, de quem porventura terá encomendado este serviço ao jornal: contrariar a crise de coesão que Espanha vive actualmente com uma causa que possa voltar a unir o país com sonhos de grandeza e de destino histórico (supostamente) cumprido.

A actual situação muito deve às opções políticas do governo de José Luis Zapatero, que têm tido, como resultado prático, um espírito secessionista cada vez maior por parte do País Basco (e, neste caso, a um fracasso anunciado de um fragilíssimo processo de paz), da Catalunha (que se encontra num patamar de pré-independência) e que por sua vez incentivaram ao despertar de nacionalismos adormecidos como das Ilhas Baleares, Canárias, da região de Valência, e da Galiza. Neste último caso, foram descobertos em Portugal preparativos para o início de uma luta armada por parte de uma rede de nacionalistas de Esquerda. A situação atingiu um ponto tal que levou a uma reacção por parte das Forças Armadas, num incidente protagonizado por uma alta patente em funções que se referiu a uma eventual acção militar para evitar, pela força, a secessão da Catalunha. Mais recentemente, foi descoberto que o Exército Espanhol criou, às escondidas da opinião pública, unidades especiais para intervenção no seu território destinadas a abortar qualquer intentona independentista de uma das suas regiões.

Se em Portugal tivéssemos o hábito de acompanhar um pouco o que se passa no país vizinho, a maioria das pessoas que se indignaram com a sondagem do «Sol» teriam percebido realmente do que se tratou. O «Sol» descende e usa a mesma metodologia (e o ex-director) do «Expresso», jornal que tem sido um dos sustentáculos do Partido Socialista nos últimos 30 anos. A suposta sondagem (na mesma linha das do «Expresso») com resultados iberistas do «Sol» foi extremamente conveniente ao governo socialista espanhol, num momento difícil de desagregação do país vizinho. Quanto à sondagem em si, os resultados falam por si enquanto à sua credibilidade. Nem é preciso lembrar que é uma sondagem "à Expresso".

Este é aliás um velho e recorrente problema das relações luso-espanholas: a facilidade com que os governos de Madrid cedem à tentação de usar impulsos expansionistas contra Portugal para assim desviar as tensões e divisões internas (nacionalistas ou ideológicas), fomentando a união em torno de uma causa nacional.

Porque o iberismo é uma causa intrínseca a Espanha e que existirá para todo o sempre enquanto Portugal for independente. Não significa animosidade ou sequer má vontade contra os portugueses. Embora seja inegável que tenha em si uma componente de tentativa de satisfacção do orgulho nacional e de prestígio pelo domínio de um rival (tal como Gibraltar), é sobretudo um desejo natural que se compreende se nos colocarmos no ponto de vista centralista espanhol e se ignorarmos que Portugal tornou-se num estado e consolidou a sua nacionalidade vários séculos antes do Estado Espanhol existir. Todas as noites, quando o comum telespectador espanhol vê o boletim meteorológico, o que vê à sua frente é um mapa incompleto da Península Ibérica. Uma realidade política que é suposto corresponder a uma realidade geográfica. Mas esse objectivo, não só histórico mas natural para um espanhol, continua frustrado apesar de ser velho de séculos. E, num segundo momento, Portugal acaba por ser visto como um espinho cravado na integridade de Espanha, e um o precedente de rebeldia que pode servir de exemplo a outras regiões da península com tentações pela independência. Daí a tendência para desvalorizar e desacreditar ao máximo Portugal em todos os aspectos. Um bom exemplo disso foi uma reportagem recentemente transmitida pela televisão pública espanhola que, basicamente, reduziu Portugal uma Albânia, um território quarto ou quinto-mundista, e só faltou chamar-se: «O que acontece quando alguém quer ser independente de Espanha».

Perante isto, seria bom que do outro lado da fronteira fosse compreendido que algumas das lições que Espanha devia ter aprendido do seu relacionamento connosco são:

1. As fugas para frente são sempre perigosas e, no caso de envolverem Portugal, conduzem por vezes ao desastre. Recusar-se a acreditar que Portugal é uma realidade consolidada acaba por ter o preço de, mais tarde, ao confrontar com a realidade, pôr em evidência a falta de consistência de Espanha.

2. Portugal sempre demonstrou que é mais forte do que parece e que vale mais do que os números e as estatísticas podem indicar. E que é um pedaço grande demais para Espanha engolir sem se engasgar.

3. O momento áureo da história de ambos os países foi atingido em resultado do acordo e respeito mútuo. Sem dúvida, a melhor coisa que Portugueses e Espanhóis já fizeram em conjunto foi o Tratado de Tordesilhas.

Em Portugal há muito que nos habituámos a viver ao lado de Espanha. Para que o bom relacionamento perdure, Espanha precisa de aprender a viver com Portugal, sem iberismo e sem descarregar no vizinho os seus problemas e frustrações internas.


A opção brasileira pelo submarino U-214

Os planos anunciados sobre a futura aquisição de novos submarinos para a Marinha do Brasil, além de futuramente darem à marinha brasileira acesso a novas tecnologias sobre o domínio de ligas metálicas mais modernas, incluíram também o fornecimento de um novo submarino, no caso o modelo U-214, desenhado na Alemanha, a partir da experiência tida com o U-209 (dos quais o Brasil já tem cinco unidades) com o submarino U-212, construído para a Alemanha e Itália.

A principal característica do submarino U-214,relativamente aos seus antecessores, é o sistema AIP, (Air Independent Propulsion) que permite ao submarino mover-se submerso durante pelo menos duas semanas sem ter necessidade de ligar os seus motores a Diesel para alimentar as suas baterias eléctricas.

Os submarinos Diesel-Electricos convencionais, devem emergir a períodos regulares, nunca superiores a três, no máximo quatro dias, para recarregar baterias e permitir continuar a viagem. Ao não utilizar os motores a Diesel (que produzem ruído) o submarinos equipados com AIP, tornam-se muito mais silenciosos, o que permite desta forma torna-los numa arma muito mais letal.

No entanto, pouco depois de ter sido conhecida a intenção de compra, foi também revelado que a Marinha do Brasil, não tinha intenção de adquirir aqueles submarinos com o sistema AIP, que é uma das mais importantes características daquela arma.

A opção por excluir o AIP não é absolutamente «virgem». A marinha de Israel, por exemplo, tem três submarinos da classe Dolphin, que são muito parecidos aos U-212 alemães, mas que não têm sistema AIP.

O curioso de analisar nas explicações dadas pela marinha brasileira, são os argumentos utilizados para justificar a não opção por aquele sistema.

A Marinha do Brasil, afirmou que considerava que os custos operacionais do U-214, seriam demasiado elevados, e que por isso a opção tinha sido por um submarino sem AIP.
[img3]
A argumentação, que sendo verdadeira (a operação do AIP, implica de facto mais estruturas e capacidade para reabastecer o navio com Hidrogénio, por exemplo) é no entanto estranha, quando se sabe que a marinha brasileira tem planos para o desenvolvimento e construção de um submarino movido a energia nuclear.
Acontece que por muito barata que fosse a operação de um submarino nuclear pelo Brasil, tal operação seria sempre inimaginavelmente mais cara que a operação de um sistema AIP de células de combustível.

A marinha brasileira, considerou como um factor de complexidade, a necessidade de dispor de oito camiões tanque, cheios de oxigénio e hidrogénio com um grande grau de pureza, que além do mais seria difícil de produzir, sendo também complicado o seu transporte.

Porém, a marinha brasileira não parece ter tido grande problema ao optar por construir um submarino nuclear, movido pelo combustível mais perigoso do mundo, tão perigoso que na maioria dos países é proibida a sua simples entrada em porto, por causa dos perigos inerentes.
Não parece que seja mais complicado, ou perigoso o transporte de Hidrogénio, que o transporte de Plutonio, pese naturalmente o facto de o combustível nuclear só ser reposto num intervalo de anos, o que não acontece com o Hidrogénio e o Oxigénio do sistema AIP de células de combustível.

Outro argumento utilizado pela marinha brasileira, foi o dos custos de navegação, dado o custo da milha navegada com o sistema AIP ser sete vezes mais caro que com o sistema convencional de Diesel.

No entanto, a comparação não faz exactamente sentido, porque o submarino U-214, tem a possibilidade (se essa for a opção táctica no momento) de operar exactamente como se fosse um submarino convencional, abrindo mão da utilização do sistema AIP, que só se utiliza quando as circunstâncias tácticas tornam necessária a sua utilização.

O sistema AIP não é como a energia nuclear, que se utiliza permanentemente. O U-214, também tem motores a Diesel, como outros submarinos da marinha brasileira, e o AIP só se utiliza quando o comandante decide passar a modo silencioso. O submarino pode ser utilizado em modo económico durante a maior parte da sua vida, utilizando o AIP, quando a segurança do submarino pode ser colocada em risco por um potencial inimigo. Neste caso, o AIP não é apenas um novo sistema de propulsão, ele é também uma arma de defesa passiva, e novas armas têm naturalmente os seus custos. Abrir mão delas, em nome da poupança pode ser negativo.

Dúvidas
As explicações dadas pela marinha brasileira para a não opção pelo sistema AIP, se bem que perfeitamente correctas e aceitáveis, podem no entanto ter outras razões, explicações e justificações.

Desde há décadas, que a marinha brasileira persegue o objectivo de construir um submarino movido a energia nuclear. Esse objectivo inicialmente visto como uma opção interessante e necessária, transformou-se com o tempo em símbolo de «status» e de capacidade tecnológica, mas cada vez menos uma vantagem táctica que pode ser aplicada em termos militares.

O projecto de submarino, tem sido difícil de manter e justificar, pois a posse de submarinos nucleares ou mesmo armas nucleares tem cada vez menos adeptos.

Segundo várias fontes, algumas delas citadas pela própria imprensa brasileira, o submarino U-214 com AIP, pelas suas características, terá provavelmente um único significado para a Marinha do Brasil.
O AIP matará definitivamente o projecto do submarino nuclear brasileiro, porque a utilização táctica do submarino nuclear (Um submarino nuclear custará de 2,5 a 4 vezes um submarino convencional) nas águas brasileiras é cada vez menos lógica em face dos custos de cada submarino nuclear e do gigantismo das águas territoriais e da ZEE brasileira, onde a arma submarina só será eficaz se houver um numero mínimo de submarinos disponíveis.

Ecologia e imagem internacional
Existem desvantagens que o submarino nuclear brasileiro trás para o país, e que tem que ver com a imagem internacional da energia nuclear adaptada às industrias militares, que está cada vez mais associada a regimes semi-ditatorias ou a ditaduras férreas, como o Paquistão ou a Coréia do Norte.

Os problemas com o controle da Amazônia, e as referências internacionais ao problema ou problemas da Amazônia, podem ser muito mais combatidos com o apoio e desenvolvimento brasileiro de energias alternativas e amigas do ambiente.
O Brasil é cada vez mais conhecido como um país que se preocupa mais com as questões ambientais, que promove e apóia as energias alternativas, e neste capítulo, o desenvolvimento no Brasil de uma industria para apoiar a frota de submarinos, acabaria trazendo para o Brasil o mais recente em matéria de células de combustível seria vital e da maior importância.

Este tipo de iniciativas, terá sempre muito mais impacte na opinião pública internacional, mostrando que não existem razões para qualquer gestão internacional da Amazônia, quando o governo e as autoridades brasileiras são as primeiras a promover as energias alternativas, renováveis, não poluentes.

A opção pelo U-214 sem AIP, poderá ter acontecido, porque ainda não houve a coragem suficiente, para decidir o que fazer ao projeto do submarino nuclear brasileiro.

No futuro, havendo essa possibilidade, o U-214 poderá ser reconvertido para a utilização do sistema AIP, que tem que reconhecer-se, ainda tem que desenvolver etapas para se tornar mais eficiente que o que é presentemente.

Paulo Mendonça + Luis Carlos Gomes

Mensagem automática publicada por : Paulo Mendonça

sexta-feira, novembro 10, 2006


Portugal: Notas sobre a entrevista do Ministro da Defesa

Em entrevista que deu ao programa televisivo «Diga lá excelência» do canal 2 da televisão pública, o Ministro da Defesa, Nuno Severiano Teixeira teceu várias considerações sobre as forças armadas, a sua modernização, reestruturação e rearmamento.

Forças portuguesas em cenários internacionais

Não deixa de ser interessante verificar que o ministro, considera que Portugal é um país com uma grande participação em forças internacionais, muito acima das nossas capacidades.

No entanto, os números parecem contradizer o ministro.
Em qualquer das recentes operações internacionais, a presença portuguesa é pouco significativa, e consegue estar abaixo do que seria de esperar de um país com o nosso tamanho, dimensão demográfica e capacidade económica.

No Líbano, por exemplo, para onde vão 140 militares portugueses, foram também enviados militares do país vizinho.
É evidente que Portugal sendo quatro vezes menor que a Espanha, e tendo ume economia cinco vezes mais pequena, não se pode comparar à Espanha, no entanto há uma comparação proporcional.

Ora se a Espanha é cinco vezes mais rica que Portugal, o normal seria que Portugal tivesse uma participação que fosse de 20% da participação espanhola. No entanto, a verdade é que a Espanha tem uma participação superior a 1200 homens, ou seja, quase nove vezes superior à Portuguesa.
Mantendo a proporcionalidade com um contingente espanhol, Portugal deveria ter enviado para o Líbano um contingente de 240 homens. No entanto, vamos enviar apenas 140.

Estes exemplos repetem-se em praticamente todos os cenários, e não quando começamos a fazer contas, as perguntas começam a aparecer e não parecem haver respostas. Não é verdade que Portugal tenha uma grande participação em operações internacionais, e a participação portuguesa nem sequer consegue ser proporcional à dimensão económica do país.

[img3]F-16 da Força Aérea

Os comentários feitos a propósito dos F-16 - ou da venda dos F-16 - mostraram-nos mais que a indecisão do ministro (que tem razões para não responder à pergunta) o completo desconhecimento por parte das senhoras bem vestidas e bem educadas que faziam o papel de «perguntadeiras», e que dirigiam a emissão.

Perguntado sobre em que fase estava a venda dos F-16, o ministro evidentemente disse que a situação não estava a ser estudada, e com toda a razão.

Nuno Severiano Teixeira não pode ter o caso em estudo, pela simples razão de que Portugal não tem F-16 para vender e não se pode vender o que não se tem nem se sabe quando se vai ter.

As senhoras perguntadeiras, certamente bem intencionadas, fizeram mesmo referência aos aviões que «comprámos» desconhecendo que os aviões que estão encaixotados não foram comprados, mas sim oferecidos pelos Estados Unidos, e que como aqueles que Portugal tem, há centenas nos Estados Unidos para serem entregues se houver interessados que possam ter uma autorização do congresso americano.

[img2]Submarinos e Navio de Apoio Logístico

Também é interessante analisar a opinião do ministro relativamente aos submarinos para a marinha e sobre o tão necessário Navio de Apoio Logístico, que permitiria a Portugal (por exemplo) enviar para o Líbano militares, sem ter que estar dependente do afretamento de navios, dispondo ainda se necessário de um navio equipado com capacidade para evacuação sanitária e apoio médico.

O ministro afirmou que teria preferido que o Navio de Apoio Logístico fosse construído antes dos submarinos porque é mais urgentemente necessário.

Infelizmente, a forma como decorreu a entrevista, levou os espectadores a pensar que o ministro preferia comprar o Navio de Apoio Logístico (NavPol) em vez dos submarinos.

Até a imprensa escrita se fez eco disto, referindo que Nuno Severiano Teixeira desautorizou Paulo Portas, o ministro que assinou o contrato para a compra dos submarinos.

Na verdade, cada submarino tem um custo equivalente a dois Navios de Apoio Logístico, pelo que os dois submarinos adquiridos custam aproximadamente o mesmo que quatro NavPol.

Portanto, o que o ministro disse, só pode ser interpretado como uma afirmação de que o NavPol deveria ser construído em primeiro lugar, e só depois se deveria dar inicio ao processo dos submarinos. No entanto, a ligação entre o projecto do NavPol e o contrato para o fornecimento dos submarinos, acabou por condicionar a ordem destas aquisições.

Ficaram também de fora, questões como a modernização do exército, as falhas conhecidas em termos de reservas de munições, ou o atraso do programa MLU.

No entanto, compreende-se que, com uma opinião pública desmoralizada e condicionada por emissoras de televisão que não cumprem a sua função, e tentam denegrir a imagem de Portugal perante os portugueses, a justificação da necessidade de manter umas forças armadas dignas seja difícil.

Mensagem automática publicada por : Paulo Mendonça